quarta-feira, 9 de julho de 2008

Brasil, potência?

Imagem glendon.yorku.ca/brazilglendon
O Correio da Paraíba publica uma reportagem, extraída do jornal britânico Financial Time (08/07/2008), com o título "Surfando em uma grande onda de confiança", onde registra que o Brasil pode tornar-se uma superpotência mundial:

Jornal Correio da Paraíba - Quarta, 9 de Julho de 2008

Brasil próximo de virar superpotência

São Paulo - O Brasil está a um passo de entrar no grupo das chamadas superpotências, segundo afirmou, ontem, um artigo do principal jornal de economia e finanças da Europa, o Financial Times. “Não é exagero dizer que o Brasil está em vias de adquirir o status de superpotência”, diz artigo publicado no jornal britânico Financial Times (FT), que traz um caderno especial de seis páginas sobre o país. O artigo, intitulado “Surfando em uma grande onda de confiança”, enumera pontos positivos sobre o país, onde “as perspectivas, aparentemente, nunca foram melhores”. “Em uma época de crescente demanda global por alimentos e energia, o Brasil está em uma posição única”, diz o jornal. “Já o maior produtor mundial de quase qualquer produto agrícola (...) inclusive etanol feito da cana-de-açúcar, o Brasil é o quarto maior fabricante de veículos e logo se tornará um importante exportador de petróleo. ”O país é descrito ainda como “um grande ímã para investimento estrangeiro direto”, e a sociedade brasileira está se transformando à medida que “a renda aumenta e as iniqüidades diminuem”. A Bolsa Família e o impacto de ações para combater a sonegação fiscal são citados como elementos positivos. Os autores do artigo, os jornalistas Jonathan Wheatley e Richard Lapper, afirmam que este quadro se tornou possível “por reformas realizadas nos últimos 15 anos e que frutificaram durante os últimos anos”.

Ter em mente que “não chegou lá”

O status de superpotência parece alcançável, mas o país deve ter em mente “que ainda não chegou lá” e que essa posição ainda “não está garantida”, alerta o jornal. “A infra-estrutura do país é uma bagunça”, afirmam, destacando a “inadequação” dos sistemas públicos de saúde e educação, a burocracia enfrentada por empresas entre outros problemas. O jornal elogia a estabilidade alcançada pela economia brasileira. “As bases da nova prosperidade do Brasil foram lançadas na administração de (Fernando Henrique) Cardoso e criticadas ruidosamente pelo PT, então oposição. Mas no governo, (Luiz Inácio) Lula da Silva e seus assessores viram o valor, especialmente para os pobres, da inflação baixa e de uma economia estável. ”O artigo diz que algumas das prioridades previstas no governo de Fernando Henrique Cardoso, “especialmente a reforma dos sistemas de aposentadoria, impostos e de trabalho ainda devem ser feitas” e estariam aí alguns dos “grandes desafios” a serem enfrentados pelo país. “O modelo do caro setor estatal do Brasil ainda é um obstáculo para o desenvolvimento”, diz o FT. O suplemento do Financial Times traz ainda artigos sobre o impacto da estabilidade econômica duradoura sobre muitos brasileiros e a exploração de petróleo.

Reparar reputação de violência

Em artigo intitulado “Esforço para reparar uma reputação violenta”, o jornal diz que “entre 1993 e 2003, a média de pessoas mortas a cada ano por ferimento a bala foi 32.555, de acordo com a Unesco (fundo das Nações Unidas para a educação, ciência e cultura)”. “Isto supera o número anual de mortes em conflitos na Chechênia, Nicarágua, El Salvador, Guatemala, Argélia e até a primeira Guerra do Golfo”, diz o texto, que ressalta, contudo, que “inesperadamente a incidência de homicídios está caindo”. “As razões para a tendência de baixa são variadas”, diz o artigo, que cita análise de Julio Jacobo Waiselfisz, autor de Mapa da Violência, um estudo financiado pelo governo sobre os homicídios. A expansão da economia, aumento de salários, baixo índice de desemprego, programas mais amplos de assistência aos mais pobres e maiores restrições para a venda de armas introduzidas em 2003 também são apontados como fatores por Waisenlfisz, de acordo com o Financial Times. Um texto sobre a Amazônia diz que “há uma vontade maior de endurecer com exploradores ilegais de madeira e em combater a corrupção”. O tema de sucessão presidencial também é abordado. São apresentados os perfis de quatro dos supostos candidatos mais destacados: José Serra, Aécio Neves, Dilma Roussef e Ciro Gomes.

Da Redação
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